vermelhoFecho os olhos e vejo tua pele branca, sinto seu toque suave ao acordar e suas mãos rasgando minha pele ao dormir em um mundo que não é mais meu.

Abro os olhos e meus pés continuam marchando, cortando o reino de Rá. Um lençol infinito foi deitado sob nossos coturnos, e nós o manchamos de sangue.

O sangue, tão vermelho quanto teus lábios, tão quente quanto nosso quarto escorre viscoso de minhas mãos, sinto a vida de outros homens agarrarem-se à minha pele e cada gota que cai me leva a você.

Estavas lá quando cerrei o primeiro par de olhos, empurraste minhas mãos quando enterrei a baioneta no segundo, senti teu braço no toque frio do fuzil quando semeei os corpos com chumbo.

Fecho os olhos e marcho com o único propósito de voltar a ter sobre o travesseiro sua pele colada à minha, sem saber que teu corpo não é mais meu.

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Alguém aí sabe como coloco parágrafos aqui? Sempre que faço alguma alteração no post, perco a formatação toda.

Sobre a história em si, não tenho muito o que falar, só que quando via a imagem, achei que a mancha vermelha na mulher parecia muito com sangue e comecei a ter a idéia do texto. espero que tenham gostado e peço perdões por qualquer erro, essas linhas foram feitas com uma certa pressa.

O tamanho se deve ao começo do carnaval… começam as festas e vocês sabem como é, Momo exige a presença de todos nós que gostamos de seu reinado. E vocês, vão ficar em casa ou preferem levar confete e serpentinha na cara?

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